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Trabalho Mental

Educação escolar é algo realmente complexo e sério. Tudo o que já consta dos currículos é importante. Ninguém contesta. Mas, na medida em que o conhecimento humano se amplia, o volume de informações a ser apreendido, também. O progresso científico e tecnológico já impõe uma racionalização do ensino, o que ainda não se evidenciou. Há que se eleger currículos mais enxutos, atualizados e mais úteis, estabelecendo-se ligações entre a teoria e a realidade.

O ministério da educação, ao invés de promover uma reformulação e modernização do ensino, elegendo currículos mais enxutos e atualizados, estão apenas amontoando conteúdos às disciplinas e criando outras.

O que se constata é a ampliação da carga horária com o conseqüente aumento de horas/aula por dia. Atualmente é comum colégios que dão até sete aulas por dia. Isso somado aos deveres de casa e outros trabalhos escolares, ultrapassam em muito, oito horas de estudo/dia.

È importante lembrarmo-nos de que estudo é trabalho intelectual dos mais cansativos. E o que mais se cansa com o estudo não é o corpo mas, a mente.

Outra prática prejudicial e anti-didática é a inclusão de duas aulas seguidas, da mesma matéria. Isso que estão fazendo com as crianças e adolescentes é desumano. Será que esses adultos se submeteriam e suportariam cursos de mais de oito horas de aula por dia? Por quanto tempo?

As escolas preocupadas em atender à ansiedade e demanda dos pais, têm estendido o período de aulas diário, estressando as crianças, adolescentes e professores.

Imagine como será o nosso sistema de ensino sem a racionalização e adequação que se fazem necessárias! Até agora o que tem sido feito é o aumento da carga horária e da grade de disciplinas. Antes que estudar se torne sistema de tortura, racionalizemos tornando o estudo um processo natural, sadio e prazeroso!

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Clone

E aquilo que já se desenhava no horizonte da ciência, eis que se faz presente. Se antes o tema em tese suscitava dúvidas e especulações nas autoridades governamentais e religiosas, agora se torna realidade imediata e preocupante. A mídia colocou em evidência a ovelha Dolly clonada e já com sete meses de idade. Para os menos informados, essa palavra nova, era usada para designar, na ficção, um ser vivo originado de uma célula de outro ser.

O animal clonado tem como característica ser uma cópia exatamente igual ao doador celular. Óbvio que já há um ”alarde” em torno do assunto. Fala-se também na produção de insetos, aves e outros animais aos milhões.

A preocupação, logicamente, não está relacionada aos clones insetos ou animais, mas recai sobre os seres humanos. Começamos a imaginar multidões, exércitos constituídos de pessoas exatamente iguais e robotizadas, todas fazendo as mesmas coisas juntas. A clonagem assusta e nos faz vislumbrar populações autômatas, robôs. Só que isso é outra ficção, extremamente remota e praticamente impossível.

O que mais me assusta não é a clonagem. É saber que autoridades civis e religiosas manifestam resistências e posições contrárias a ela e à ciência. Será que esses senhores pensam? Será que não receberam conhecimentos nas áreas da Filosofia, Antropologia, da Psicologia? Somente quem não assimilou e introjetou conceitos relacionados à vida e ao ser humano se apavora e se assusta com os avanços científicos e tecnológicos atuais referentes à clonagem.

Há uma diferença fundamental, crucial e determinante entre homem e animal, que pode clarear, esclarecer, afastar esse medo, que é fruto da ignorância: a diferença preconizada pela mãe de todas as ciências a Filosofia. Foi observado e constatado por cientistas e pesquisadores através dos tempos que os animais irracionais nascem prontos ou geneticamente programados. E os racionais, nós, humanos, só herdamos geneticamente os princípios básicos elementares, biológicos. Uma ave, por exemplo, nascida no verão, cresce rapidamente, sai do ninho e se adapta ao vôo, buscando o próprio alimento e sobrevivência. Na primavera seguinte, essa ave se acasala, constrói o ninho, choca os ovos, alimenta e cuida dos filhotes, fazendo tudo isso sem ter aprendido nem participado de todo esse processo. Todos os animais irracionais repetem os comportamentos próprios de cada espécie, sem a necessidade e sem a possibilidade da aprendizagem, pois eles não abstraem. Todos os animais irracionais se condicionam e/ou são condicionados.

Nós, humanos, nascemos, somos concebidos animais e iniciamos o processo de humanização a partir daí. O homem, para se tornar ser, se humanizar, construindo a sua identidade, precisa do outro, para aprender e se moldar através da convivência. O homem é um ser histórico e constrói a sua identidade e personalidade, na relação com o outro. É o único animal que tem a capacidade de abstrair e, abstraindo, se fazer, interagindo e, obviamente, tornando-se produto do meio. John Loke defendia a tese de que o homem, ao nascer, é comparável a uma “tabula rasa”. Hoje se sabe que o ser humano é comparável a uma “tabula rasa” ao ser concebido.

Homens e mulheres, todos exatamente iguais, tendo sido produzidos todos ao mesmo tempo e já nascidos adultos. Isto é absurdo e impossível. Todo ser vivo, mesmo clonado, obedecerá imperiosamente à seqüência do ciclo do desenvolvimento biológico inerente à espécie humana. O possível clone humano, passando por esse processo, se humanizará fatalmente como qualquer outro ser humano. A possibilidade da transformação desse “clone” em robô é possível, tanto quanto é possível fazer-se isso a um ser humano vindo de uma fecundação, gestação e crescimento naturais.

Mas imaginemos o que a clonagem possibilita de útil para a humanidade: sua aplicação à seleção dos melhores espécimes animais, para obtenção de maior rendimento de produtos animais como carne, leite, ovos a baixos custos; o controle biológico e antipoluente de pragas, etc. A clonagem é apenas um instrumento, que pode ser de extrema utilidade, desde que bem utilizado, como acontece com qualquer outro.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Graduação gratuita?

Muitas são as pessoas que usufruem do ensino gratuito nas universidades federais ou estaduais, custeadas com o dinheiro dos impostos. Depois de formados, como retribuem? Será que os privilegiados se preocupam em retribuir na mesma proporção, a essa sociedade que custeou toda a sua formação acadêmica? Inclua-se aí, não raro, cursos de mestrado, especializações, doutorado, pós doutorado e bolsas no exterior com todas as despesas pagas durante meses e anos.

O aluno de uma Universidade Federal e ou Estadual, recebe o melhor ensino, ministrado pelos mais bem remunerados profissionais do mercado, utiliza-se dos maiores laboratórios, bibliotecas, materiais, enfim dos melhores e mais amplos recursos didáticos disponíveis.

Esses privilégios têm um custo equivalente e criam um débito do aluno, com essa sociedade que paga tudo isso mas que, caolha (pêlos olhos dos seus “governantes”) não vê ou não cobra aquilo que lhe é de direito.

Você que se formou numa Universidade Pública pensa que foi tudo de graça? Tem idéia do quanto custou a sua formação, para os cofres públicos e para a sociedade?

O fato do seu curso não ter sido pago por você, não quer dizer que tenha sido de graça ou que teve custo zero. Não. O custo foi equivalente ao que se paga nas melhores universidades particulares.

Se você se graduou, bacharelou, pós-graduou, ou se doutorou numa universidade federal ou estadual, o que deu em troca para essa sociedade que custeou a sua formação através do pagamento de impostos? Considera isso justo em relação a todos os que pagaram pela própria formação acadêmica? Você já deu algo em troca? Ou ainda continua em débito com essa mesma sociedade da qual faz parte? Pense nisso! Essa com certeza não é uma relação de troca.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Células Tronco

A polêmica está posta, pertinente ao uso, pela ciência e em pesquisas, das células tronco, para a utilização na recuperação de órgãos, na cura de doenças e nas correções de deficiências orgânicas adquiridas.

No que se refere à ética ou à bioética, já há consenso e normas que orientam a pesquisa e utilização desse recurso pela ciência. A grande questão em discussão envolve a religião. A igreja aborda o tema, de forma absoluta, dogmática, afirmando que, se já está constituído um embrião, já há vida e, se o embrião tem vida, já é um ser humano.

Conforme André Marcelo M. Soares, PHD em Teologia da PUC RJ, existem dois tipos de embriões: “Os ‘naturais’ seriam aqueles originados da fusão entre o espermatozóide e um óvulo, processo conhecido como fecundação, e os ‘artificiais’, que são aqueles produzidos através da fusão entre uma célula somática e um óvulo sem núcleo”. Há, portanto, diferenças entre os chamados embriões naturais e os artificiais.

Que o embrião é vida, é. Como é vida uma planta, um espermatozóide, um animal. Mas uma coisa é organismo vivo ou que tem vida e outra é ser humano.

O ser humano não nasce humano. Ele nasce vida. Na medida em que se desenvolve, vai, na relação com o outro, se produzindo ser humano. Vai se constituindo como ser, construindo sua própria identidade e personalidade. Ele se produz na comunhão com o outro. O embrião não é um ser humano. O embrião é a possibilidade de vir a tornar-se ser humano.

O embrião natural é uma possibilidade do desenvolvimento biológico que, ao longo do processo, poderá se constituir ser humano. Mas o ser humano é resultado de um processo e não de uma fecundação. A fecundação é apenas um episódio dentro desse processo.

Por outro lado, o embrião artificial (célula tronco) só é vida. Não tem nenhuma possibilidade de vir a se constituir ser humano. Mas tem possibilidades de reconstituir medulas, tecidos e órgãos, salvando vidas e dando vida.

Questões que envolvem o tema:

  • As leis devem proibir a fecundação in vitro, impedindo que as mulheres inférteis possam ser mães, já que o processo implica em descartar células fecundadas não utilizadas?
  • O processo natural de fecundação na relação sexual deve ser proibido, para se evitar que milhões de espermatozóides que têm vida sejam condenados à morte a cada ato?
  • Quando no ato sexual não fosse possível a fecundação do óvulo, a mulher deveria ser condenada por impedir o nascimento de um ser humano?
  • Descartar os embriões naturais, que estão sendo preservados em baixas temperaturas também não seria matá-los?
  • Esse zelo dogmático pela vida embrionária, não seria a expressão de uma nova idolatria?
  • Mesmo com o uso da ética, do bom senso e de critérios filosóficos e transcendentes norteando a ciência nesse campo, ela deveria ser impedida de exercer suas funções em benefício da humanidade?
  • As religiões devem ser contrárias à ciência (como nesse caso), impedindo a pesquisa e a evolução para o bem da humanidade?
  • Se o poder legislativo optar pela proibição da pesquisa com células tronco estará sendo justa com os milhões de pessoas que dependem do avanço da ciência para recuperarem a saúde e o bem-estar?

O homem foi feito para o sábado ou o sábado foi feito para o homem?

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Respiração Abdominal

Muitos estudos, concluem que a respiração bdominal ou diafragmática é um procedimento saudável e se constitui num recurso que produz efeito equivalente ao uso de um calmante ou ansiolítico; porém sem os efeitos colaterais dos mesmos. O estado de relaxamento produzido pela prática da respiração abdominal promove a redução da ansiedade, redução das tensões e do estresse. Ela pode ser praticada em qualquer lugar, tanto na posição deitada, quanto de pé ou sentada.

A RA é eficaz na prevenção dos ataques de pânico, evitando a manifestação de todos os sintomas inerentes e, mesmo depois de desencadeado o processo, a RA praticada numa freqüência mais rápida, debela rapidamente todos os sintomas.

Os efeitos desencadeadas pela RA são:

  • aumento da taxa de oxigênio no sangue;
  • redução dos níveis de CO2;
  • estimulação do vago, maior nervo do sistema parassimpático responsável por promover o relaxamento corporal.

Sua prática é simples mas é imprescindível que seja feita, conforme as orientações a seguir:

  1. inspirar, pelo nariz, enchendo completamente os pulmões;
  2. expirar pela boca esvaziando totalmente os pulmões e, soprando; dessa forma, o tempo da expiração se torna maior e isso contribui para o relaxamento e o descanso do diafragma.
  3. repetir os passos 1 e 2, oito vezes, fazendo um intervalo respirando normalmente por alguns segundos, reiniciando novo ciclo de 8 respirações.

Na inspiração, enchem-se bem os pulmões e dilata-se normalmente o tórax. Simultaneamente, deve-se dilatar o abdômen ao máximo, porém sem forçar.

Ao expirar, deve-se fazê-lo pela boca, soprando.

Aplicações: A RA apenas com a finalidade de relaxar, deve ser praticada numa freqüência baixa, combinando profundidade com conforto, ou seja: combinando uma respiração tão profunda quanto confortável. Dessa forma a RA pode ser mantida pelo tempo que for necessário para promover o relaxamento. Essa freqüência também é adequada quando a pessoa sofre uma insônia no meio da noite ou quando está com dificuldades para dormir, facilitando o sono fisiologicamente sadio.

Para uma situação de tensão, essa freqüência deve ser acelerada um pouco mais, para produzir os efeitos desejados.

Numa crise de ansiedade em que a respiração da pessoa está acelerada e encurtada, deve-se fazer a RA numa freqüência rápida, mantendo-se os intervalos de respiração normal a cada ciclo de oito respirações. Repetir os ciclos até que a calma e o relaxamento se manifestem.

É muito comum acontecerem bocejos durante e após a prática da RA.Usar a respiração abdominal por períodos prolongados, provoca sonolência.

Na insônia, a RA pode ser utilizada e em geral, induz o sono fisiologicamente sadio e natural, possibilitando um sono continuado durante toda a noite, proporcionando o descanso do corpo e da mente. Dormindo de forma profunda e continuada, a pessoa atinge o sono REM, (sigla inglesa que quer dizer movimentos rápidos de olhos). Nessa fase também chamada de sono paradoxal, há uma intensa atividade da mente e uma acentuada e rápida movimentação dos olhos. Nesta fase a mente trabalha todos os registros e arquivos captados pelos sentidos durante o dia e os reorganiza, memorizando aqueles que são importantes, deletando tudo o mais.

Quando a pessoa tem uma noite de sono mal dormida, acordando com freqüência, não atinge o sono REM que ocorre na 4ª. fase do sono, num estágio mais profundo.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Falta Educação aos Pais

Diante da sala onde trabalho, há outra sala onde trabalha minha amiga ortodôntica, cuja clientela é constituída quase que na sua totalidade por crianças. Mães tentando controlar crianças tranquilas, outras, nervosas e inquietas, entram e saem do seu consultório ao longo do dia.

É comum encontrar papéis de balas e de bombons espalhados pelo corredor e no piso junto aos elevadores. Quanto a isso, nada demais, a não ser pelo que está por trás disso. Pelos papéis de bala espalhados pelo chão (e pela lixeira vazia), dá para se imaginar o tipo de educação que essas crianças recebem.

Por esses “pequenos descuidos” das crianças, avalia-se a qualidade de sua educação. Ou melhor: que não recebem. A conclusão é simples: se pai e mãe não educam é porque não são educados. Ninguém dá o que não tem. Ou, provavelmente, os pais dessas crianças acreditam e esperam que as escolas as eduquem. É uma pena, porque a educação de berço não tem como ser substituída pela de escola, pois as escolas não educam: apenas instruem.

Essas crianças, adultas daqui a pouco, expressarão o que pode ser entendido como antônimo de Educação. Quando não se educa, corrompe-se.

Quando o filho falta com o respeito ao seu professor(a) e leva uma advertência para os pais assinarem, o que ocorre na maioria das vezes? Os pais, sem se inteirarem dos fatos e acreditando na versão “pouco verdadeira” ou na chantagem emocional do filho, vão indignados à escola em sua defesa para reclamar do professor, pedir a sua exclusão do quadro de professores ou até ameaçá-lo de denúncia e processo. Assim, o filho se sentirá superprotegido e acreditará que não é responsável pelos seus atos. E mais: que ser desonesto e desrespeitoso com as pessoas é uma coisa normal. Esse é um pequeno exemplo de corrupção de menores, mas que acontece no dia a dia. Outros exemplos piores há.

Você já recebeu em casa a visita de uma mãe acompanhada de seu filho sem limites? O menino ou menina mexe em tudo, sobe na poltrona, derruba objetos, grita, faz birra, apronta e a mãe nada faz a não ser dizer: “Vem cá, filhinho!” E o “pestinha” continua a quebradeira. Esse é outro exemplo de corrupção de menores, que é o oposto de educação. As pessoas não têm consciência de que quando não educam, corrompem. E fazem isso com os próprios filhos, cheios de boas intenções, querendo o melhor para eles e, no entanto, dando-lhes o pior. E, nesse processo, priorizam o ter em detrimento do ser.

A super-proteção, a permissividade, a convivência com a irresponsabilidade e falta de disciplina, a falta de limites, corrompem a criança preparando-a para um convívio social que não existe e para uma sociedade utópica, pois a real cobrará sempre comportamentos responsáveis, éticos, honestos e justos.

Pais que de fato almejam uma família sadia, uma sociedade mais justa, equilibrada, honesta e harmoniosa e uma vida melhor para os seus filhos: plantem educação e colherão uma vida mais saudável, mais tranqüila e mais feliz para si e para os seus filhos.

Mas lembremo-nos de que o plantio tem o seu tempo certo. Plantio tardio produzirá frutos minguados ou nenhum. A vida é um processo e as fases não são recicláveis e nem passíveis de serem revividas. Não há como voltar no tempo para refazer.

Pais, aos quais lhes faltam educação e disciplina: eduquem-se para então educar, porque ninguém dá o que não tem.

Lembremo-nos: educação refere-se àquela de berço, desenvolvida pela família. Escolas não educam. Escolas apenas instruem. Portanto, que os pais não transfiram à escola, a função de educar. Elas não têm prerrogativas para tal.

Educar é basicamente disciplinar estabelecendo limites. Havendo o cumprimento das regras, reforça-se; havendo transgressão, que haja punição, mas lembremo-nos: “Punição efetiva é dada imediatamente após a falta cometida; baseia-se em retirar reforços e prover regras claras de como obtê-los de volta; faz uso de sinais de aviso; é desempenhada calmamente, é dada junto com reforços pelos comportamentos adequados e desejáveis; é consistente” Que os pais informem-se, preparem-se e descubram os seus limites porque ninguém dá o que não tem. Disciplinem-se para então educar.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Importância da Relação Mãe/bebê para a saúde física e mental da criança e do adulto

O que acontece se a criança na primeira infância não recebe as expressões de carinho e cuidados maternos?

A saúde da criança ficará comprometida de forma grave e em casos extremos, produzindo sua morte.

Os textos pediátricos relatam um experimento trágico do Rei Frederico I da Prússia, que desejando ter gente forte, ordenou que as crianças de uma creche recebessem bons alimentos mas nenhuma carícia, e todas as crianças morreram.

O investigador contemporâneo R. A. Spitz (13, 14, 15), publicou uma série de importantes artigos a respeito dos resultados desastrosos que se obtiveram com o cuidado estrito e “esterilizado” das crianças nas instituições, separando-as de suas mães e tocando-as somente quando o exigiam os cuidados de rotina.

O citado autor havia presenciado e filmado a morte de trinta e quatro bebês em uma creche, que receberam a satisfação de todas suas necessidades físicas, exceto suas necessidades de carícias. A vitalidade destas crianças decaiu de forma visível após três meses de separação de seus pais. Vinte e sete crianças morreram antes de haver alcançado um ano de idade, sete em seu segundo ano. As vinte e uma crianças que sobreviveram, todas ficaram com graves deficiências físicas e mentais.

Em uma observação rigorosamente controlada sobre duzentas crianças, que tiveram uma relação mãe/bebê pobre, o mesmo autor encontrou apatia, pasmaceira seguida de morte em 37,5%. Outros casos mostraram uma grande depressão, uma desnutrição que levava a um desenvolvimento retardado.

Outra investigadora neste campo, Margarethe A. Ribble (16), indica que as crianças que não tenham recebido o trato maternal podem apresentar dois aspectos diferentes. Algumas delas se comportam de um modo negativo: negando-se a tomar o alimento, retendo a urina, as fezes e chorando com insistência e ainda com uma retenção prolongada de sua respiração. Apesar da boa alimentação se desnutrem de forma progressiva. Outras crianças parecem haver abandonado a luta, mostrando-se deprimidos, letárgicos lentos e muito débeis, com irregularidades na respiração e funcionamento digestivo deficiente, piorando até entrar num estado de colapso que precede a morte.

Os psiquiatras Mahler (17) e Bellack (18) indica que a insatisfação das necessidades de tratamento maternal carinhoso predispõe as crianças à psicoses e esquizofrenia.

Entre as publicações mais recentes figura o trabalho das doutoras Geliner-Ortigues e Aubry, descrevendo detalhadamente o caso de Paul E., de 18 meses de idade, que foi recebido num estado de grande desnutrição, com surdez de origem psíquica e acentuado atraso de desenvolvimento explicáveis pela privação do tratamento carinhoso maternal, e que ao receber este trato dos terapeutas, melhorou com grande rapidez tanto do ponto de vista físico, quanto psíquico.

A relação maternal carinhosa, (relação mãe/bebê sadia), determina uma estabilização emocional que favorece o desenvolvimento fisiológico e psicológico normal da criança, constitui-se numa fonte de segurança que ajuda-a a re-estabelecer o equilíbrio alterado pelos traumatismos psicológicos da vida cotidiana, treinando-a a suportar as agressões psicológicas no futuro, tornando possível o processo educativo, e ao mesmo tempo, proporciona oportunidades para que a criança desenvolva associações e reflexos condicionados, que lhe permitirão estabelecer relações com as outras pessoas no futuro, com os benefícios decorrentes.

Bibliografia 13 – Spitz R. A.: Hospitalism. The Psychoanalyt. Stud. Of the Child. I, 1945. 14 – Spitz R. A.: Anaclitic Depression. The Psychoanal. Stud. Of the Child. II, 1946 15 – Spitz R. A.: New York Times. April 27, 1952. 16 – Ribble, M. A.: Disorganizing Factors of Infant Personality. Am. J. Psychist, 98, 1941 17 – Mahler, M. S.: On Child Psychoses and Schizophrenia. The Psychoanalyt. Stud. Of the Child. VII, 1952. 18 – Bellack, L.: Toward a Unified Concept of Schizophrenia. J. Nerv. And Ment. Dis. 121: 60-66, 1955.

Tradução do livro de Solovey y Anatol Milechnin, G.: El Hipnotismo de Hoy, Buenos Aires 1957 por Joel Antunes dos Santos, Psicólogo, Psicoterapeuta.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Sexo Nada Frágil

São Tomás de Aquino definiu a mulher como um “homem defeituoso”. Isto mostra que os “santos” eram humanos e também erravam. A afirmação de Tomás de Aquino é preconceituosa, pois toma o gênero masculino como modelo ou referência e, a partir daí, o que for igual é considerado sem defeito e o que for diferente é defeituoso. Como naquele tempo a cultura machista imperava, (como ainda hoje), é natural que ele também estivesse impregnado dessa ideologia.

Ao pensarmos as causas dessa ideologia, podemos compreender as razões dela. O machismo tem por fim proteger o gênero masculino, tamponando verdades e constatações ameaçadoras. Essas constatações podem derrubar o mito de que o homem é o sexo forte, construído e mantido ao longo dos séculos.

Sabemos que o homem e a mulher são diferentes, porém complementares como espécie. Não se pode afirmar que um é melhor do que o outro. Se se complementam é porque não são auto-suficientes ou perfeitos em si. Só serão perfeitos como espécie, juntos.

George Romances falava das “diferenças no tamanho do crânio como fundamento para a supervalorização intelectual masculina”, o que Paul Hobins esclarecia, dizendo que “a incapacidade mental da mulher era uma condição necessária para a sobrevivência da espécie humana”.

Georges Romances e Paul Hobins também assumem posturas machistas e preconceituosas, porque tanto o homem quanto a mulher não nascem com apenas um hemisfério cerebral. Ambos são providos de cérebros constituídos por dois hemisférios. O homem exercita mais o hemisfério racional e a mulher o emocional. Não há incapacidade de um ou de outro. O homem desenvolve mais a racionalidade e a mulher a emotividade.

Podemos também, promover em contrapartida, a supervalorização da mulher. E os argumentos para isso são vitais: se a humanidade prescindisse da capacidade e habilidade da mulher-mãe de regredir na relação com o bebê para ajudá-lo a se constituir ser, de forma sadia, essa criatura frágil não sobreviveria. Isto já foi comprovado ao longo da história. Sem alguém que desempenhe a função mãe, o bebê morre, mesmo que as suas necessidades fisiológicas sejam completamente supridas. (Vide texto no link “Outras Fontes” A Magia do Toque).

Na clínica me deparo com certa freqüência, com pessoas com problemas psicossexuais. A maioria absoluta dessas pessoas pouco conhece ou sabe sobre sexualidade masculina e feminina. Essa falta de conhecimento e informação produz, por conseqüência, problemas no relacionamento sexual. Em debates sobre o tema nos programas de televisão, é comum observarmos que tanto médicos quanto psicólogos e psicanalistas falam muito sobre sexualidade, mas não tocam nas questões relevantes e essenciais. São abordagens dominadas talvez pelo machismo, com omissão de informações.

A grande questão é: qual é de fato o sexo frágil? Se você pensa que é a mulher, está enganado ou está se enganando. A fragilidade feminina nada tem a ver com a sexualidade feminina. No campo da sexualidade, a mulher é comprovadamente o sexo forte.

O consenso social a esse respeito é oposto. Lembro-me que, no curso de pós-graduação em Psicologia Médica, da UFMG, num grupo constituído por profissionais médicos, psicólogos e psicanalistas _ depois de um estudo de caso que envolvia questões sexuais, fiz essa pergunta; “Qual é, de fato, o sexo frágil?”. Para minha surpresa, ninguém se manifestou. Deduzi que havia tocado numa questão delicada, que envolvia preconceitos e desinformação, porque ninguém daquele grupo de profissionais da área da saúde se arriscou a se expor. Confesso que gostaria muito que alguém aceitasse a provocação, porque assim teríamos tido a chance de discutirmos aspectos polêmicos e interessantes sobre o tema, mas, tal não aconteceu

Provavelmente o leitor(a) também deve estar curioso(a). Para validar a minha tese, necessário se torna separarmos os conceitos. O homem é fisicamente mais forte do que a mulher, mas, sexualmente falando, a mulher é mais forte do que o homem. Por quais razões?

A capacidade orgásmica feminina é incomparavelmente maior do que do homem. É do conhecimento geral que a curva de excitação e ‘desexcitação’ de ambos, são diferentes. Enquanto o homem excita-se muito rápido, quase que instantaneamente; a mulher leva um tempo maior para atingir o patamar mais elevado da sua curva de excitação. O mesmo acontece na curva de desexcitação de ambos. A diferença mais importante, ocorre quando ambos atingem o patamar de excitação. Quando o homem obtém o orgasmo, perde a ereção se ‘desexcita’ e relaxa. As mulheres ao contrário, obtém o seu orgasmo e se mantém excitada por muito mais tempo. Ao final da relação, a curva de ‘desexcitação’ para o homem, declina tão rápido quanto subiu, e a mulher vai se ‘desexcitando’ lentamente, no mesmo tempo que levou para se excitar. Muito antes que a mulher relaxe, o homem já se virou e dormiu.

A grande performance feminina começa onde termina o orgasmo masculino. Quando a mulher atinge a curva máxima de excitação, ela pode obter um, dois, três,quatro, cinco e até vinte orgasmos consecutivos, desde que seu parceiro tenha ereção para tanto. Para a mulher o primeiro orgasmo é bom, o segundo é melhor, o terceiro mais prazeroso ainda, e assim por diante.

Quanto o homem, este depois do primeiro orgasmo, demandará certo tempo para recuperar a excitação e ereção. Porém, se ele conseguir, em situações excepcionais, manter a ereção por mais tempo, terá um fantástico primeiro orgasmo; o segundo já não será lá essas coisas e o terceiro vai mais por honra da firma, (se ele conseguir)! É necessário ressalvar que há homens (poucos) que por conhecimento, por treino e até por características pessoais, conseguem manter a ereção por mais tempo, antes do seu orgasmo. Isso permite à sua parceira, atingir três, quatro, cinco ou mais orgasmos consecutivos antes que se permitam à dois, chegarem ao clímax. Mas isto é raridade!

Uma jornalista americana, depois de cinco anos de casada sem saber o que era o orgasmo, resolveu se auto-estimular até obter seu primeiro. Depois de realizado esse objetivo, resolveu descobrir os seus limites e chegou a atingir vinte e cinco orgasmos consecutivos. Toda mulher fisicamente sadia pode obter esse mesmo desempenho. Para obter dois ou três em seguida, elas nem precisam treinar. A nossa sorte (dos homens) é que as mulheres não estão preocupadas com quantidade. Elas preferem qualidade.

Mas não nos iludamos. O machismo está em declínio. Atualmente as mulheres já são maioria nas faculdades e nos postos de trabalho, apesar de terem remuneração equivalente a 40% dos homens para exercerem as mesmas atividades (fonte IBGE).

Podemos constatar que campo da sexualidade, a mulher é disparadamente, o sexo forte.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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Coisa Cura com Coisa

Há um crescente número de pessoas que procuram os consultórios de psiquiatria, na busca por tratamento para problemas de comportamento, problemas emocionais, de relacionamento, afetivos, psíquicos e de vidas desajustadas produzidas pela desinformação, pela deseducação e até pela carência de princípios e noção de transcendência.

Obviamente que doenças orgânicas como lesões no sistema nervoso central e periférico, indicam a intervenção de um neurologista e as doenças mentais graves e mórbidas, há que se recorrer à psiquiatria na busca do equilíbrio possibilitado pela utilização da química através das medicações.

Para os problemas psíquicos (emocionais, afetivos, de relacionamento) e de comportamento, o tratamento deve ser com o psicólogo psicoterapeuta, ou com o psicanalista.

Há casos em que o tratamento coadjuvante medicamentoso é por vezes necessário, para auxiliar o tratamento psicoterápico ou psicanalítico e vice versa.

O que não se deve fazer é misturar as coisas promovendo inversões que podem produzir prejuízos e sofrimentos para as pessoas. Tratar problemas comportamentais, de relacionamento, afetivos e emocionais com a utilização da química é um contra-senso. Do mesmo modo que é contra-senso, tratar problemas físicos, orgânicos, (problemas médicos) com psicoterapia ou psicanálise.

Necessário se torna fazer-se uma ressalva. Para a OMS, a maioria das doenças, podem ser enquadradas como psicossomáticas, ou seja, têm causas psíquicas. O importante é o discernimento dos profissionais da área da saúde para identificar uma coisa ou outra e indicar o tratamento adequado. Podemos chamar a isso de senso crítico, responsabilidade, ética ou de profissionalismo. O cliente que é leigo deve ser informado disso.

Como também, é importante nos lembrarmos do que afirmou o Dr. J. A. Hadfield, um dos mais notáveis psiquiatras da Inglaterra: “Estudioso de psicoterapia, não tendo como tal, ligações com a teologia, estou convencido de que a religião cristã exerce uma das mais poderosas influências no sentido de estabelecer harmonicamente a paz de espírito e confiança interior de que carece a grande maioria dos doentes nervosos, na reconquista da saúde e do vigor.”

Os princípios preconizados pela filosofia cristã são base segura para a construção de conceitos e orientação da conduta de forma ética, honesta, responsável, justa e segura. A filosofia cristã tanto pode orientar de forma sadia o relacionamento e o comportamento humano, quanto contribui para a sua evolução espiritual.

Em síntese, se uma pessoa apresenta um problema físico, uma infecção nalguma parte do corpo por exemplo, deve procurar o médico que prescreverá um antibiótico ou seja, uma substância física (medicação) para tratar aquele problema: coisa cura com coisa.

Quando alguém está com problemas psíquicos, afetivos, de comportamento, de relacionamento ou emocional deve procurar ajuda na psicoterapia ou na psicanálise: coisa cura com coisa. Se os problemas se manifestam relacionados ao lado espiritual, deve-se buscar apoio e ajuda na religião ou nos religiosos que saberão como orientar a pessoa na busca do seu reequilíbrio e paz de espírito: coisa cura com coisa.

Atualmente doenças como a ansiedade, o estresse e a depressão são muito comuns, frutos da agitação da vida moderna onde a tecnologia e a busca de realização profissional fomentam a aceleração das ações e a competição na busca do sucesso e da felicidade, através do ter, em detrimento do ser. Essa nova ordem leva as pessoas para fora de si provocando o que em psicologia se chama de dissociação. Os fatores externos passam a ser as referências e ditam os novos comportamentos orientados para o consumismo. Tudo isso aliado ao ritmo frenético da evolução tecnológica, promovem no indivíduo uma alienação que leva à solidão. E a maior solidão é a de si mesmo. Quando ele se volta para dentro, não encontra paz e serenidade no recolhimento.

Outros transtornos como: ansiedade, pânico, depressão, insônia, fobias, traumas, inibição, agorafobia, anorexia, bulimia, limitações do comportamento, estafa, transtorno bipolar, problemas de relacionamento, amnésia alcoólica, distúrbios nervosos como tiques e transtorno obsessivo compulsivo, stress, somatizações, etc. devem ser tratados pelo psicólogo ou psicanalista através de psicoterapia ou da psicanálise.

O profissional da área da saúde que trata doenças mentais graves (psicoses) é o psiquiatra. Ele pode através de tratamento medicamentoso, prestar ajuda ao doente mental. Ao psicólogo é vedado prescrever medicamentos.

Portanto, é fundamental que os profissionais tanto médicos quanto psicólogos e psicanalistas, repassem informações aos seus clientes, no sentido de poder ajudá-los nas suas escolhas e condução do tratamento adequado.

É importante que o cliente também saiba que coisa cura com coisa. Mais ainda: é importante que o cliente saiba que médicos psicólogos, psicanalistas e remédios, não curam. Prestam ajuda à sua unidade corpo, mente espírito, que é que de fato, promove a cura.

É importante discernirmos o óbvio e sabermos que coisa cura com coisa!

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

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A magia da leitura

Mágia da leituraJá li e ouvi centenas de vezes que ler é importante. Psicólogos, professores, leigos, pedagogos dizem que a leitura é importante, porque por meio dela adquirimos informações, nos instruímos, nos atualizamos e enriquecemos o nosso saber. Tudo isso é verdadeiro, porém não é só isso que faz da leitura um processo tão importante. Conseguimos tudo isso, também, assistindo a um filme, documentários, viajando, conversando, assistindo a aulas e observando a natureza!

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O grande “barato” da leitura, a essência, a importância dela está ligada ao exercício da abstração.O nosso cérebro tem aproximadamente 100 bilhões de neurônios, sendo que utilizamos, de acordo com estudos na área, em média 10% da sua capacidade. O nosso cérebro tem uma capacidade incomensurável de produzir trabalho intelectual. Ele funciona como a musculatura. Se não é exercitado, atrofia-se. O cérebro não se atrofia fisicamente, mas reduz as ligações neuronais, hiberna, vai se desativando.

Se não exercitamos nossos neurônios, nos emburrecemos. Quanto maior é a capacidade de abstração do indivíduo, maior é sua capacidade de adaptação e maior é sua inteligência. Em contrapartida, quanto menor a capacidade de abstração da pessoa, mais tendência ela terá de reagir diante da natureza e das situações. Os animais irracionais não abstraem, apenas reagem. Podemos afirmar que, quanto menor a capacidade de abstração do homem, mais perto do animal ele está. Quanto maior sua capacidade de abstração, maior é a sua capacidade de adaptação, inteligência e humanização.

A leitura é importantíssima. O fato de ser o exercício mais rico, o mais amplo, o mais complexo e o mais completo, faz da leitura o melhor instrumento para expansão da capacidade de abstração. Pela da leitura, o leitor identifica símbolos gráficos, junta-os, formando fonemas; liga fonemas, formando palavras; junta palavras formando frases; subvocaliza e ou vocaliza frases; reconstrói mentalmente cenários, objetos, climas, personalidades, fisionomias, pessoas, imagens, movimento, sensações, cores, formas, gestos, sons, música, luz, profundidade, perspectiva, pontos de vista, roupas, texturas, cheiro, dinâmica, estética, proporcionalidade, etc. etc. etc., decodificando, entendendo, inter-relacionando, visualizando, interpretando, compreendendo, sentindo as emoções ― ou seja, o leitor participa ativa e intensamente da trama, construindo mentalmente tudo o que está escrito.

Essa imensa ginástica mental propiciada pela leitura como hábito diário contribui para a estimulação da memória, para o aumento da inteligência e contribui decisivamente para a preservação da saúde física e mental. A leitura, como prática diária, melhora a memória e previne o mal de Alzheimer. A leitura de jornais e revistas não é tão rica quanto a de livros, por se tratar de leitura superficial, sem profundidade, apenas informativa, curta e pobre, se comparada com a leitura de um romance, de uma epopéia ou aventura.

Tenho feito uma pesquisa entre pessoas idosas acima de oitenta anos de idade e observado que todos os que preservam o hábito da leitura diária estão em gozo de perfeita saúde física e mental.

A reflexão complementa o exercício da leitura e juntas são FUNDAMENTAIS E INDISPENSÁVEIS ao processo de formação e evolução da pessoa. Ler é ampliar o nosso maior, mais nobre e rico recurso: a abstração. Ler é um ato inteligente. Ler é se fazer mais inteligente e mais saudável!