A Magia do Dinheiro

O dinheiro é síntese de riqueza. Ele é qualquer objeto, coisa, serviço ou bem condensado. Ele é mágico, do ponto de vista do poder que tem de ser transformado em qualquer coisa comercializável, seja bem ou serviço. Ele é riqueza, gera empregos, bens de consumo, saúde, lazer, educação, cultura, evolução. Mas para tal, ele precisa fluir, circular. Parado ele empobrece, não cresce, não gera o bem.

Precisamos lidar com o dinheiro com todo o respeito que ele merece. Ele é seiva que circula, é processo que pode produzir bons frutos para todos que o mantenham no seu curso, fazendo-o circular de forma sadia. Se uma pessoa economiza, investindo na caderneta de poupança, em fundos e investimentos no mercado de ações, ou abrindo um negócio ou fábrica, não o está guardando ou estagnando. Assim ele estará investido e continuará gerando empregos, bens de consumo, lucro e riqueza.

Quando alguém compra uma casa com o dinheiro que tem, não o estagnou. A casa não é dinheiro, é bem. Ela é construída e tem um valor equivalente ao trabalho e materiais nela empregados. O dinheiro que gerou essa casa passa para as mãos de outra pessoa, com o mesmo poder de gerar outra casa e, assim, sucessivamente.

O dinheiro em circulação flui, produzindo riquezas por onde passa. Ele, em si, não é bom nem mau. O uso que damos a ele é que pode nos dar essa ilusão. Por exemplo, o desperdício e o consumismo são formas irresponsáveis de lidarmos com essa energia. Se atrasarmos ou não pagarmos nossas dívidas, ou não nos empenharmos em receber aquelas das quais somos credores, também estaremos usando inadequadamente o dinheiro, estagnando-o. Se o fizermos circular, alimentando e mantendo o seu processo, estaremos fazendo um bom uso dele, para nós e para a sociedade.

O dinheiro é seiva que produz riqueza por onde passa. Circulando, ele enriquece; parado ele empobrece.

Joel Antunes dos Santos – psicólogo, psicoterapeuta
Pós-graduado em Psicologia Médica pela UFMG

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *